ONDE TUDO COMEÇA

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015




 A EXPERIÊNCIA DO SAGRADO,  
MINHAS PEQUENAS EPIFANIAS
E MEU SENTIMENTO DE GRATIDÃO


Tenho me perguntado por onde passa minha experiência do sagrado a cada dia. Viver, experimentar, fluir com a presença do câncer em meu corpo a cada momento se traduzindo em algum tipo de linguagem é um sentimento que ora é incômodo, ora parece fazer parte da banalidade e rotina do dia. Só que não é. As horas fluem, a vida escoa e  a cada passo que dou, tudo é sempre muito decisivo, pois, afinal, o tempo não espera  por ninguém e caminha-se sempre em direção ao fim misterioso, aparente ou ilusório de uma existência, cujo sentido maior ou significado mais profundo pouco ou nada sabemos e tudo supomos. 

Meu dia começa quase sempre assim: Acordo, abro os olhos e a primeira coisa que faço é ouvir os sons do dia a minha volta. Estabelecer contato com os ruídos que me chegam nesse despertar me põe em sintonia fina com o ambiente a minha volta: é um cachorro latindo, um bem-te-vi cantando, os pássaros da loja de “pet” em frente em alvoroço, alguém falando na rua, pessoas passando nas calçadas, um alarme de carro disparado, uma buzina, ruídos de algum canteiro de obras, a labuta do dia em movimento... Em seguida, entro em contato com meu corpo. Às vezes, esse contato me vem em primeiro lugar, quando é uma vontade maior de ir ao banheiro ou alguma dor que se manifesta. Tento me lembrar dos sonhos da noite... Uma tarefa quase sempre difícil... Algumas vezes, consigo; outras, não.  E nessa linha de sucessão, me despertam os sentimentos: uma pontada de tristeza, uma lágrima que salta inesperadamente ou um lampejo de alegria, um sorriso espontâneo; ou, ainda, uma saudade, uma lembrança repentina, um desejo rodopiando no ar... Varia muito esse cardápio sempre tão surpreendente de sentimentos do dia dentro de mim. E assim meu ser desperta e meu dia começa: passo em revista mentalmente as coisas que tenho que fazer: compras, comida para almoço, pagamentos... E neste exato momento me digo: "- Meu Deus, se viver é sagrado, o que há de sagrado nisso?  Qual a diferença entre o sagrado e o profano em minha ordinária vida? Quais são minhas epifanias?" Bom... Talvez, nenhumas. Talvez sagrado seja isso mesmo: VIVER esse missal das horas no rosário do dia! Talvez sagrado seja exatamente permitir que toda essa trivialidade de gestos que fazem minha vida de cada momento fluir, acontecer, se desenrolar, seguir em seu ritmo normal se dê de forma consciente dos movimentos externos e internos que me invadem como se fôssem  uma prece. Talvez sagrado seja permitir que meus gestos por mais banais que possam parecer, se expressem carregados de prazer, alegria e significado, me permitindo vibrar agradecida e abençoada por estar viva e em movimento, vendo a vida fluir em seus corriqueiros detalhes, sem orgasmos mirabolantes. Porque é desse trivial que meus dias são feitos. Vistos de longe ou superficialmente, podem até parecer rotineiros e vazios, mas não são. São plenos de sentido. Nutridos de sentimentos. Há neles gestos de carinho, sonhos, desejos, medos, dores, alegrias... Basta que eu preste atenção ao que emerge do fundo de mim mesma em cada gesto, em cada pensamento que lá vejo o bordado do medo ou da insegurança, o desenho da alegria ou do desejo da saúde de volta, a tão almejada paz de espírito... Está tudo lá, cintilando, borbulhando seus vapores no ar que eu respiro, subindo à superfície e descendo dentro do grande caldeirão que sou eu mesma... E vêm com todas as cantorias e afazeres simples do dia, embrulhados e se confundido nas coisas aparentemente tão triviais. E que na verdade são realmente comuns  porque fazem parte do dia a dia, não trazem nenhuma chama ou brilho especialmente luminoso ou diferente, não têm o carisma nem o condão de super poderes vindos do além, não levitam no espaço, não se movem sozinhos, não emitem sons por conta própria, enfim, estão lá em seu lugar como sempre estiveram, mas são especiais porque fundam a base do dia. A base do meu dia. É por esses caminhos que transito. Eles têm significado para mim. São verdadeiros, reais, autênticos. Não fazem parte de nenhuma ficção ou fantasia. Sem eles minha vida não ganha chão. É por ali que minha existência minuto a minuto vai ganhando ordem e consistência. Se isso é sagrado ou não, não sei dizer. Só sei que me sinto feliz diante da consciência dessas aparentes banalidades que, ao abrirem meus olhos, me trazem o dia de volta após uma noite de sono e me fazem dizer: 

Bom dia, Luz do dia, 
que me traz alegrias e boas energias! 
Estou viva... 
Amando viver...
E a vida flui...
Obrigada, meu Deus! 


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A JORNADA DO HERÓI OU DA HEROÍNA



A JORNADA DO HERÓI OU DA HEROÍNA





"Heróis são simples seres humanos que aceitaram suas condições,
viveram todas as circunstancias da vida, caíram e se levantaram,sem medo de ser feliz..."
(não sei de mais de quem é a autoria)




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SAÚDE E XAMANISMO



Saúde e Xamanismo...

Para as sociedades xamânicas, a finalidade (da própria vida) é o desenvolvimento espiritual.
Saúde é estar em harmonia com a visão de mundo.
Saúde é uma percepção intuitiva do universo e de todos os seus habitantes como seres de um único estofo. 
Saúde é comunicar-se com animais, plantas, estrelas e minerais.
É conhecer morte e vida, e não ver entre elas diferença alguma.
É misturar e fundir, procurando o isolamento e o companheirismo para compreender nossas múltiplas identidades.



Ao contrário das noções mais " modernas", na sociedade xamânica, saúde não significa sentir nada; nem significa ausência de dor.
Saúde é buscar todas as experiências da Criação e vivenciá -las, sentindo sua textura e seus múltiplos significados.
Saúde é expandir-se para além do próprio estado de consciência para experimentar os sussuros e vibrações do universo."

(Jeanne Achterberg, A Imaginação na Cura - Xamanismo e Medicina Moderna, p. 25)



AMOR, ENERGIA E PODER CURATIVO



AMOR, ENERGIA E PODER CURATIVO

"Muitas pessoas falam sobre energia. Embora a medicina alopata ocidental não tenha muito a dizer sobre o modo pelo qual o fluxo e a troca de energia afetam nossa saúde - para melhor e para pior - essa idéia é um conceito fundamental em muitas das várias correntes de medicina não-alopata. A medicina ocidental não incorpora conceitos que são  agora parte convencional da física, como a famosa equação de Einstein, E = mc2 (energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz. Paradoxalmente, essa equação que levou à produção da bomba atômica também é a base de um dos conceitos mais fundamentais da cura. Nas palavras de Einstein, "Massa (isto é, matéria) é apenas uma forma de energia." Segundo várias opiniões, a doença começa com perturbações da energia que só mais tarde se manifestam fisicamente. Em contraste, um dos mais profundos fatores que favorecem o livre fluxo da energia é o amor."

(Dean Ornish, em Amor e Sobrevivência - Diálogos sobre Ciência e Mistério, p. 166)



LUZ, CURA, VISUALIZAÇÃO




LUZ, CURA, VISUALIZAÇÃO

Durante muito tempo, considerei o câncer como um inimigo, um alienígena, um verdadeiro invasor que, como tal, deveria ser combatido, aniquilado, extirpado do território do meu corpo. Tanto que o nome deste blog surgiu dessa concepção. Assim que descobri a recidiva criei o blog e li o livro A Arte da Guerra com objetivo de melhor entender como deveria me comportar como uma guerreira, tanto no plano físico-espiritual quanto emocional e psicológico contra o inimigo. Vi meu corpo como um campo de batalha em presença do adversário - o câncer. Nos meus exercícios de visualização, ocupava-me em montar imagens agressivas e sangrentas de verdadeiras batalhas ferozes sendo travadas entre as células de meu sistema imune e as células cancerígenas de forma a aniquilar estas últimas. Era uma visualização enérgica, movida a muita raiva e agressividade e ao final eu acabava me sentindo exaurida. Nem sempre eu dava continuidade. Nem sempre eu possuía a necessária disciplina para exercitar essas imagens três vezes ao dia conforme recomendado no livro do Carl Simonton e, por fim, eu acabei abandonando tudo isso. 

Muitas outras leituras vieram depois. E com elas muitos outros aprofundamentos e reflexões. Uma compreensão maior ou mais ampliada ou sob novos ângulos a respeito da doença foi surgindo. E nessa linha de percepção, o entendimento de que o câncer não era um alienígena em meu corpo, como um vírus, uma bactéria ou algo do gênero. Ele era apenas um tecido de meu ser adoecido. Uma parte de meu corpo que se encontrava ferida de morte e completamente desorientada e em desarmonia com o restante do conjunto. Não por acaso, me veio ao encontro o poema da Adelia Prado: Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida. Uma bênção poder ter esse olhar sobre a doença. Tempos depois me cai às mãos a história de cura de Shin-Ichiro Terayama já desenganado de um câncer pelos médicos e mandado para casa em sua fase terminal para morrer em paz junto de seus familiares. Em seu relato, ele afirma que acordava diariamente bem cedo para ouvir o canto dos pássaros ainda pela madrugada, assistir ao nascer do sol, respirar e agradecer a Deus por mais um dia de vida e jogar luz e amor sobre as partes adoecidas do seu corpo, ao mesmo tempo que buscava irradiar todo esse amor para tudo a sua volta. Ele se curou e está vivo até hoje! Leia mais sobre ele em: http://issseem.org/content/uploads/files/Bridges%202010_1.pdf
Posteriormente, vim a ler a jornada de cura de uma artrite reumatóide - doença também considerada incurável e deformante - da psicóloga canadense Marie Lise Labonté, utilizando, entre outros recursos médicos, exercícios complementares de visualização deitando luz e amor sobre as partes adoecidas de seu corpo. 

Bom, histórias como essas, acredito existirem muitas. Um trabalho de pesquisa cuidadoso iria revelar maravilhas sendo operadas nesse sentido. O fato é que, fui mudando minha compreensão acerca da doença com nome câncer. Comecei a enxergar sua profunda dimensão e conexão espirituais. Passei a ver as células cancerígenas como mensageiras do apocalipse* que vieram até mim com uma mensagem de minha alma pedindo mudança - de estilo de vida, de atitude, de concepção de matéria e espírito, enfim... de renovação completa - de minha alma! Ou seja, ressignifiquei a doença, dei a ela uma nova interpretação, uma nova leitura. Passei a vê-la como algo que me chegou trazendo uma informação para o bem. E... a partir daí, já com a mensagem completamente decodificada, busco hoje acrescentar ao meu tratamento ortodoxo e convencional - no caso, uma quimioterapia -, exercícios de visualização passando para as células cancerígenas a mensagem de que sua missão está cumprida, de que nada mais há a fazer dentro do território sagrado do meu corpo, de que agora elas devem silenciar uma a uma e partirem para o fundo mais profundo e escuro das águas do mar, onde nenhuma luz ousa sequer brilhar, nem a luz do sol, nem a das estrelas, nem a do luar e de onde elas não devem nunca mais voltar! É esse o diálogo interno que tenho buscado.

Visualização é um trabalho diário. Mais que diário, é um exercício que deve ser realizado no mínimo três a quatro vezes ao dia. É o que dizem todos que dela se utilizaram com sucesso em seus tratamentos de câncer. Portanto... É remédio. Tem posologia. Requer cuidado, atenção, disciplina e seriedade! Tenho procurado isso! Cada vez mais!

(...) a imaginação atua sobre nosso próprio ser físico. As imagens comunicam-se com tecidos e órgãos, e até células, para promover a mudança.”
(Jeanne Achterberg, A Imaginação na Cura, p. 11)




(*) A palavra apocalipse significa revelação





segunda-feira, 22 de junho de 2015




E SEMPRE TEREMOS O INVERNO...

“O poder do Espírito do Inverno é a Renovação, a Sabedoria e o Conhecimento. É o Poder da beleza e da ressonância harmônica. Da imaginação ilimitada e do intelecto. Dos sábios, anciões e ancestrais, das preces e agradecimentos. É o portal da honra. Período em que as coisas parecem estar adormecidas. Contudo, com a aparente dormência, um dos maiores crescimentos está ocorrendo. É quando a atividade exterior diminui efetivamente."
(Portal: templodaluaterapias.blogspot.com.br)


O solstício de inverno já começou no hemisfério sul,  onde vivemos, bem abaixo da linha do Equador. Aqui não cai a neve como lindamente acontece nos países do hemisfério norte, mas dá pra sentir um friozinho diferente no ar. Há um sol que aquece mais brandamente, indo embora mais cedo do céu e chegando um pouco mais tarde no dia seguinte. Daí resultam uma nova pulsação e novos ritmos: as noites ficam mais longas e os dias mais curtos. O tom de azul do céu é de um anil diferente, tem um brilho mais profundo, o por-do-sol é de um avermelhado mais intenso...Com a diminuição do calor, o corpo pede um agasalho ao cair da tarde, um vinhozinho no meio da noite  ao lado de uma boa companhia, um bom papo - pessoas e livros fazem toda a diferença! - e um cobertor e outros aconchegos na hora de dormir... Lareiras acesas caem bem. Fogueiras e piras nos jardins também. 

Inverno é isso acolhimento e recolhimento, busca de agasalho e concentração de energia. Esse movimento se dá muito visível na natureza: as plantas se recolhem, dão menos frutos, algumas perdem suas folhas. Ali tudo está mais recolhido, mais voltado para dentro de si mesmo. É época de interiorização. Momento de reflexão. De voltar o olhar sobre si. Contemplar a própria paisagem interior num processo de auto-exame, autodescoberta.  O movimento é para dentro, o do olhar contemplativo que des-dobra as múltiplas camadas internas em suas múltiplas dimensões. Porque é disso que somos feitos: múltiplas camadas e múltiplas dimensões. Exatamente como nossa terra-mãe que também se compõe de uma crosta terrestre e mais abaixo, placas tectônicas flutuantes sobre uma outra camada, o magma vivo, sempre em movimento e transformação: erupções e atividades vulcânicas, terremotos, tsunamis, maremotos tudo resulta dessa interconexão... Esse todo indissolúvel e intimamente interligado compõe o amálgama que define não só a natureza do planeta, mas a nós também. Porque somos  igualmente assim: seres sistêmicos, um psicossoma, matéria-mente-espírito interligados por uma sutil energia em constante movimento, transformação e transmutação. “Ondas invisíveis de energia percorrem acima e abaixo da superfície da terra, guiadas por forças inteligentes da natureza. O meu corpo não é tão diferente do seu. Sob as camadas de sua pele, músculos e ossos se expandem e contraem, constroem e se reconstroem, executando várias funções ao mesmo tempo. O que orienta o seu corpo a se desenvolver como ele faz? Quem ou o que o instrui a se regenerar, rejuvenescer ou recuperar a sua saúde?” (citado de Luz de Gaia.com.br)

Nossa vida é esse constante transmudar-se ao longo dos inúmeros ciclos por que vamos passando nessa nossa caminhada pelo chão desse planeta, experimentando essa aventura humana. O inverno é ao mesmo tempo fechamento de ciclo e um tempo de espera na circunvolução das mortes e renascimentos ao longo de uma existência na travessia dessa imaginária linha do tempo. Seu silêncio e recolhimento não significam paralisia. Muito pelo contrário. Essa é uma época em que as forças invisíveis da natureza se encontram em intensa e profunda organização, concentrando todas as energias no fortalecimento daquilo que é essencial para a vida se refazer em novas tessituras, por meio de novos fios, compondo novas tramas e fazendo explodir novos desenhos vivos para que tudo se renove. Sementes germinam silenciosas no fundo da terra trazendo a primavera exuberante em flores, folhas e rebentos. 

O inverno precede a primavera e sucede ao outono no constante ciclo de transformações. No outono colhemos os frutos até então plantados, provando de sua doçura ou amargor. O inverno que chega vem encerrando esse ciclo. É hora de re-ciclar, descartar o velho, aquilo que se deseja que vá embora porque já cumpriu sua função e nada mais há a fazer ou, ainda, liberar o que não fluiu, o que ficou para trás e estagnou e provou ser inútil. Momento de introspecção, de avaliação. Uma pausa para meditação. Um tempo mais dilatado... de escuridão, quietude e sonhos. Época de pararmos para avaliar nossas realizações, conquistas e propósitos de vida  e de nos prepararmos para a dádiva maior das mortes e renascimentos em nosso constante refazimento dos ciclos de nossas vidas. Época de compreensão do que fluiu até agora na própria vida, aceitando o que alcançamos ou não. Um tempo de fazermos as pazes diante do que não veio à superfície, não se revelou... um tempo de poder, um tempo de perdão. Um tempo de compaixão por nós mesmos e por tudo a nossa volta. Uma oportunidade para revermos tudo aquilo que aprendemos em nossa vida, com quem e como compartilharmos esta sabedoria. Um tempo de convite à reflexão  sobre as sementes que queremos lançar e vermos germinadas em prol das flores que irão desabrochar e da colheita dos frutos que desejamos saborear. Um tempo-momento-semente de balanço interno de vida e comportamentos e atitudes, ideias e pensamentos, emoções e dimensões espirituais. Momento não só de quietude, imobilidade, silêncio e observação, mas, sobretudo, de percepção e escuta do quanto a escuridão pode ser profundamente fecunda e luminosa.



Seguem abaixo algumas perguntas importantes para esse momento de reflexão interior. 
Procure um lugar tranquilo onde não possa ser interrompida,  sente-se, preste atenção em sua respiração, se preferir, coloque uma música relaxante e fique em silêncio por alguns minutos. Depois, com um papel e uma caneta, responda as perguntas abaixo, prestando atenção ao que está fluindo dentro de você nesse exato momento... 
SINTA!

Perguntas para o solstício de inverno
  1. O que eu quero deixar ir, deixar liberar para renovar?
  2. O que eu quero deixar fluir?
  3. Onde quero colocar meu esforço?
  4. O que quero semear para nutrir-me no futuro?
  5. O que é saudável para mim?
  6. O que é fecundo para mim?
  7. O que me é prejudicial?
  8. Quais sentimentos me invadem e necessitam ser reciclados?
  9. Quais são os velhos padrões de comportamento que quero descartar?
  10. Que novos comportamentos preciso introduzir em minha vida?
  11. O que está faltando, abrindo lacunas em minha vida?
  12. O que preciso fazer para a materizalização de meus sonhos, meus projetos, minhas inquietações daquilo que efetivamente vale a pena porque é saudável e fecundo e quero ver vingar na minha vida, no meu corpo, no meu caminho?

No frio do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim existe um insuperável verão.

Albert Camus





quarta-feira, 27 de maio de 2015



OS DIAS ASSOMBRADOS 
ou 
DE VERDADE, NADA É PARA SEMPRE


A vida é forte, pulsante, vibrante, surpreendente e, sobretudo, milagrosa, misteriosa e mágica. Quando estamos sob seu processo, no percurso desse caminho, vamos nos tornando vulneráveis a todos esses movimentos, ora dentro de nós, ora fora de nós. Doenças que, como o câncer, trazem consigo o signo da dimensão espiritual, têm a especial qualidade de nos permitir vivenciarmos todas essas sensações. Querendo ou não, somos forçados a um despertar, a um estar atento, a uma atitude amorosa de escuta e percepção de tudo aquilo que não só se manifesta dentro de nós, em nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual, mas também, no mundo exterior a nós. E muitas e muitíssimas vezes, quando estamos mortalmente feridos, sendo regidos pelo signo de uma doença incurável e degenerativa, a travessia pela conquista da saúde pode ser - e costuma ser - rica de eventos sombrios, desconcertantes e assustados .  Ou, na melhor das hipóteses, também pode não ser. O fato é que, quando nos confrontamos com doenças desse gênero cada dia é um novo dia que se apresenta de uma forma diferente. Hoje, por exemplo, acordei com uma  dor nas costas maior do que nos outros dias. Venho tomando remédio para tentar acalmar esse mal-estar, mas, nada ... respiro e dói. É uma dor que está comigo já há uma semana e que até o momento  não está me impedindo de andar ou fazer outras coisas de meu dia a dia. Mas... é uma dor que provoca estranhamento e surpresa. Olho para ela e sinto-a como uma ameaça: algo está errado! Além disso, é uma dor que me incomoda, que me coloca subitamente em estado de insegurança e ansiedade. Que me faz penetrar no escuro de mim mesma tentando enxergar alguma coisa que possa me apontar o caminho a seguir diante dessa pequena “esfinge” que, de repente, saltou a minha frente apresentando-me suas pequenas garras. A palavra MEDO não me aflora nesse momento nenhum sentimento maior. Também, não quero reforçar esse sentimento dentro de mim. Estar me sentindo insegura e ansiosa já está sendo o suficiente para causar tremores e abalos sísmicos em meus pensamentos.

E já que os remédios estão se mostrando ineficientes para fazer essa dor desaparecer, eu adiciono em meu socorro as palavras do psicanalista Guy Corneau, autor do magnífico livro REVIVRE, no qual ele relata sua jornada de cura de um câncer em estágio avançado: 

Dias difíceis
Eu convido você para meditar... sei bem que há aqueles dias em que nada funciona bem, onde se é incapaz de sorrir para qualquer coisa, nem  adentrar no interior de si mesmo. São aqueles dias onde se pode constatar até que ponto nossas preocupações e nossas inquietudes possuem ainda o poder de nos afastar de nós mesmos. Quando isso me acontece, eu faço então uma coisa muito simples: eu me transformo numa testemunha gentil e mesmo curiosa de toda aquela agitação interna. É a vida que ali está, forte, ruidosa, em movimento, magnífica. De todo modo, tudo é transitório e esse estado vai terminar por se acalmar. Isto pode durar algum tempo, mas acabará por se acalmar.



segunda-feira, 25 de maio de 2015



ONDE ESTÁ A SUA VARINHA DE CONDÃO?

Nós procuramos no exterior a varinha de toque mágico. Mas ela vem do nosso interior. A doença serve justamente para despertar a mágica da vida, cujos recursos dormem, negligenciados. Eu não sei por que razão é tão difícil de se convencer de tal coisa. Sem cessar, eu devo lembrar a mim mesmo. Sem cessar. O mecanismo consistente em buscar a ajuda no âmbito exterior é tão forte que, com a maior facilidade do mundo, nos esquecemos de que as sensações de amor, de paz e de liberdade interior constituem os mais poderosos agentes de cura." 
(Guy Corneau, in REVIVRE, pág. 238 - livre tradução)





Fomos educados em nossa cultura ocidental a só valorizar o que é visível, palpável, “cheirável”, tangível e degustável. Nosso mundo prioriza o físico e seus eventos. O que está fora dessa percepção ou enquadramento, é descartável do ponto de vista científico. Intuições, premonições, sonhos, desejos, fé, arrepios de quaisquer espécies são considerados apenas como meras fantasias que beiram ao quase infantil, ingênuo, inocente e, portanto, sem valor algum a ser ponderado. Assim crescemos com essas crenças. E ao atingirmos a vida adulta, passamos a só nos interessar por aquilo que podemos ver, ouvir, tocar, cheirar, provar. O resto  passa a ser pura superstição ou de relevo apenas para artistas e poetas. É dessa forma que confiamos mais no remédio do que na capacidade do corpo de se auto-curar. Confiamos mais nas palavras do médico do que nos dizem nossas intuições e premonições. Confiamos mais no aparelho que nos escaneia da ponta dos dedos dos pés até a raiz última dos fios de cabelo do que em algum mal-estar angustiante ou sonho que nosso corpo prenuncia. Somos voltados para o lado de fora. Para o exterior. 

Albert Kreinheder em seu magnifíco livro “CONVERSANDO COM A DOENÇA”, nos relata sua experiência e angústia diante de seu colega-médico que, ao diagnosticar-lhe a doença, apenas tinha  os olhos voltados para as imagens projetadas pelos exames, observando , cuidadosamente as fotografias dos tecidos, ossos, órgãos e mesmo as taxas dos exames de sangue, sem dar a mínima para ele na qualidade de paciente inundado de sonhos, desejos, medos, esperanças, ansiedades e sentimentos diversos que não eram capazes de  estar ali  nos exames refletidos. E, no entanto, eram eles de fato que, naqueles momento, comandavam de forma autônoma o espetáculo e se manifestavam tão reais, tão autênticos, tão pulsantes, tão verdadeiros, tão fortes e vibráteis que as batidas de seu coração lhes obedeciam incontroladamente. Mas, não, o turbilhão  de sensações na mente e no corpo dele, paciente, era irrelevante para aquele doutor de formação médico-acadêmico-ocidental. Sua atenta anamnese , seu excelente diagnóstico e a cuidadosa prescrição do tratamento  a ser feito só levavam em consideração apenas a parte física do corpo humano. Como talvez diria o filósofo e matemático René Descartes na atualidade: uma coisa é a razão, outra coisa é a emoção e, por favor, Senhores, não misturemos os canais!

Emoções, sentimentos, pensamentos ainda hoje fazem parte do “pacote” de forma acidental e ainda não são, na grande maioria dos casos, considerados importantes para diagnóstico e tratamento das doenças, sejam elas graves ou não. Mas o fato é que o corpo tem a sua inteligência emocional e ela fala por meio dele. Somos um psicossoma. Cada célula de nosso corpo é um ser inteligente. Reflete, como tal,  em seu microcosmo o espírito que a alimenta e a faz pulsar. Alegrias ou tristezas as fazem reagir de formas diversas. Candice Pert provou cientificamente que os neuropeptídeos , moléculas da emoção, têm o fiel trabalho de se comunicar com todas a áreas do nosso corpo levando-lhes as mensagens emocionais emitidas pelo nosso cérebro. Ter consciência dessa realidade é, talvez, o primeiro passo para acionarmos nossos mecanismos internos de cura. Ao nos conectarmos com nossas emoções, sentimentos e nosso espírito entramos em relação com diversas “entidades” que habitam no interior de nosso ser, quais sejam, o espírito do curador, do mestre, do sábio, do guerreiro e herói, do discípulo...Doenças, tais como o câncer, possuem a  qualidade de fortemente nos conduzir a nossa dimensão espiritual e ao confronto direto com a finitude da vida e nosso limite dentro da dimensão espaço-tempo. Elas são, um despertar  psico-espiritual que nos leva a encarar a vida com toda a sua beleza, força e magia estonteante. Talvez, pela primeira vez, estejamos sendo verdadeiramente tocados pela oportunidade de nos colocarmos face a face com a dimensão do milagre, do sagrado, do mágico e do mistério mais profundo da vida: a dimensão da morte. E talvez, também, pela primeira vez passemos a nos perceber como seres que um dia fomos "enfeitiçados" pelo tempo e nos pertimitimos ser transformados em humanos para vivenciar a rica aventura dessa experiência sobre a face da terra. Portanto... diante do dragão do medo ou da desesperança, o que temos a fazer é  bater  no nosso peito, estendermos nossa mão para o alto bradarmos em alto e bom som: 

SOB AS BÊNÇÃOS DO DIVINO QUE EM MIM HABITA,
EU TENHO A FORÇA! 
EU POSSO!
EU QUERO!
EU MEREÇO!
EU CONSIGO MANIFESTAR A CURA EM MIM!


Uma excelente jornada para todos nós.
Com boas vibrações e 
com nossa FÉ em alta frequência!



sexta-feira, 8 de maio de 2015



Aqui está o livro da descida.
Aqui começa o livro do Santo Graal.
Aqui começam os terrores.
Aqui começam os milagres.

- LENDA DO SANTO GRAAL -

quinta-feira, 7 de maio de 2015

CURAR O INCURÁVEL...




“Eu nunca vi a minha artrite (reumatóide) como alguma coisa negativa da qual eu deveria me livrar, como um inimigo que destruía meu corpo físico. Ao contrário, eu descobri que minha doença trazia consigo mesma algo para eu aprender: ela me instruía, me comunicava uma informação maior e antes de ela destruir minha carne, eu senti a necessidade de me colocar à sua escuta. Eu nunca trabalhei sobre minha artrite para combatê-la: pelo contrário eu desenvolvi uma consciência de doçura, de amor e de escuta pelo meu corpo e suas regiões atingidas. Eu não agia diretamente sobre a doença, mas sobretudo sobre o nascimento em meu corpo da energia de cura. Eu deixava as imagens de destruição surgirem naturalmente durante as práticas de movimento psico-corporal que eu seguia cotidianamente. Eu as contemplava sem julgá-las: elas se apresentavam a minha consciência sobre uma tela interior como se eu estivesse assistindo ao filme de minha autodestruição. Eu tentava compreender o sentido. Elas não me causavam medo. Eu as utilizava para me conhecer. Eu seguia suas pistas, porque tais imagens estavam relacionadas com o estado emocional que eu liberava diretamente. Do fio da agulha, elas me guiaram em direção a outras imagens muito profundamente enterradas em meu inconsciente. Meu corpo, em sua profunda sabedoria, me instruiu sobre as pistas a seguir.
Para me curar, eu percorri, portanto, um trajeto do corpo em direção ao espírito e do espírito em direção ao corpo.”
(Marie Lise Labonté, relatando seu processo de cura de uma doença incurável - a artrite reumatóide - no livro Se guérir grace a ses images intérieures - Curar-se graças a suas imagens interiores - pág. 36 - livre tradução)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ABRAÇOS COMO REMÉDIO



Abrázate de tantas formas como puedas,
con el cuerpo, con el alma, con la mente, con el corazón,
con el agua, con la tierra, con el aire, con los encuentros,
con las sonrisas, con las palabras, con los momentos bonitos,
con el espacio fresco y cálido, con los colores, con los sabores, 
con los aromas, con los sonidos, con el disfrute,
con el tiempo, en el tiempo, y a tu tiempo.
Abrázate con carino, con amor, con respeto, 
con aceptación, con gratitud
y suelta y respira y fluye y vive.

(autor desconhecido)


quarta-feira, 11 de junho de 2014

SOBRE OUVIDOS ATENTOS E ESCUTAS AMOROSAS





“Certa ocasião, quando pela enésima vez eu tentava comunicar a minha namorada a específica textura do meu sofrimento, ela me interrompeu com um ar de cansaço. “O que você tem’, disse ela, medindo as palavras, “é uma manifestação particularmente dolorosa da condição humana básica. Mas você não é o único. Todo mundo sofre.” Intelectualmente, eu sabia que ela estava certa. Mas ainda queria que ela se chegasse mais a mim, que conhecesse visceralmente a minha angústia específica, para que eu pudesse fugir por um instante de minha desesperada solidão.”
(Marc Ian Barasch - em O Caminho da Cura)



LINFEDEMA, OUVIDOS AMIGOS, ABRAÇOS E MILAGRES


Não sou uma pessoa muito chegada a confissões de desespero. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Por um lado, acho que ser uma pessoa portadora de más notícias para os outros, sejam elas queixas pessoais ou tragédias de outrem é algo bastante desagradável.  Mas, por outro, penso que, em alguns momentos da vida, ficar calada, engolindo a própria tristeza e o próprio desespero não deve ser muito bom e nem fazer muito bem para quem quer que seja. Deve ser por isso  que as religiões criaram o sistema de confissão. Falar alivia a alma. Falar é curativo. E tudo o de que precisamos em horas difíceis é de ouvidos amigos e escutas amorosas. 


Apesar de não gostar de incomodar os outros com meus problemas, sinto que, quando nas minhas angústias, abro meu coração e conto o que está me desesperando, minha alma fica mais leve, meu espírito menos atormentado, meu pensamento mais claro e eu me sinto emocionalmente melhor. O problema é que nem sempre é fácil encontrar um ouvido amigo. Por outro lado também, tenho a sensação de estar incomodando. Ou de que as pessoas não estão interessadas em parar para ouvir. Ou porque estão com um pouco de pressa com algo mais urgente para fazer ou porque não estão muito dispostas a emprestar o ombro ou os ouvidos ou mesmo o colo. Ou porque elas mesmas já têm problemas demais as atormentando no seu limitado pedaço de chão. 


Mas esta semana eu estava tão mal emocionalmente, que tudo o que eu mais queria e de que precisava era de um ouvido amigo. Alguém que me desse colo, espaço para eu abrir meu coração e muito abraço. Eu estava pessimamente carente. E não via uma pessoa na minha frente com quem eu pudesse desabafar. De repente as pessoas estavam lá e até disponíveis, eu, porém, fechada dentro de mim mesma, não conseguia enxergá-las. E aí me deu vontade de morrer! A loucura em mim se instalou rapidamente. E pensei: a hora é essa! Nada mais tenho a fazer nesse mundo. Já cumpri todas as minhas etapas. Está na hora de ir embora. E nesse desespero, nessa angústia toda, nessa depressão que me abateu, eu chorava... chorava... chorava... Me olhava no espelho e chorava mais ainda... Nada, coisa alguma parecia me alegrar ou fazer sentido. Eu me sentia muito cansada. Eu me sentia como se tivesse mil anos, como naquela música do Raul Seixas. Eu me sentia muito velha e encurvada. E tudo ficava lento e arrastado. E me sentia lenta e arrastada. Sem vontade de me levantar da cama. Dar quaisquer passos, andar era dífícil. Era pesado. O dia lindo lá fora, de um sol de outono de uma luz intensa e amena, um céu lindamente azul e sem nuvens, pássaros cantando, folhas se agitando ao vento e eu... cinzenta, triste, abafada, sem ar, sem cor, sem brilho, sem vontade, sem desejo... Sem vontade até de comer! Acho que bem poucas  vezes me senti assim. Se é que me senti alguma vez totalmente assim. No geral, sou da luta. No geral, sinto raiva e reajo, brigo, vocifero, grito... E é essa força que me faz seguir adiante acreditando em dias melhores. Sem ela eu me quebro, como agora, naquele dia de ontem. 


Mas nada acontece por acaso. Ou seja, todos esses sentimentos de desânimo não brotaram do nada. Na verdade, eles já estavam sendo “fabricados” dentro de mim. Há dois anos venho nessa batalha da recidiva. Tem sido um caminho longo, mas que tenho trilhado com bastante ânimo e fé e coragem para seguir adiante. Há dois meses, porém, venho lutando contra um linfedema que se instalou em meu bracinho complicado pela retirada de linfonodos. Nunca em tempo algum anterior eu tivera problemas nessa área. Meu corpinho inteligente sempre deu conta do recado. Mas, agora, de repente, não mais que de repente, sem prévio aviso, as coisas dispararam no sentido contrário. E... o linfedema rapidamente se instalou. No início achei que rapidamente também daria conta dele. E todos os sinais indicativos eram de que tudo iria rolar nesse sentido. Mas... qual o quê! As coisas foram se tumultuando. E as drenagens linfáticas não conseguiram dar conta do recado. E uma ameaça de erisipela começou a se evidenciar e... o fato é que entrei no antibiótico, no antiinflamatório, mais dez mil cremes hidratantes e mais venalot em creme e comprimido e mais todos os chás alternativos possíveis e imagináveis. E tudo isso regado com muita energia, muita boa vibração, muito pensamento positivo, muita fé e crença de que a “tempestade” iria passar. Mas... qual o quê! Já lá se vão dois meses e essa coisa não vai embora e eu estou perdendo as esperanças, com vontade de fugir, com vontade de sumir, com vontade de M-O-R-R-E-R! E tudo o de que consigo me lembrar é o ditado que minha mãe gostava de dizer: - Quanto mais reza, mais assombração aparece!


Ontem à noite, deixei cair o véu, despi-me das fantasias de "a forte e a poderosa" e quando minha filha chegou, eu que nunca gosto de preocupá-la, acabei deixando rolar um pedaço de toda essa profunda angústia e sentimento de desamparo. E ela amorosamente me abraçou, me beijou, me confortou, me ofereceu ajuda e foi dormir junto de mim. Me senti acolhida e amada. Hoje acordei ótima e profundamente renovada e cheia de esperanças e pronta para a luta novamente, cheia de novos planos de combate para este linfedema que tenho certeza irá desaparecer por obra e graça de um corpo que é inteligente, possui sua própria sabedoria e é divino por natureza.  E como acredito tanto em bruxas quanto em milagres, alcançar essa bênção É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO!E EU AINDA VOLTO AQUI PARA CONTAR!



sábado, 19 de abril de 2014

Eu... INANNA




DESCENDO EM ESTÁGIOS PARA DENTRO DO MUNDO INFERIOR: O MITO DE INANNA  

- I -

Inanna era a Rainha do Céu e da Terra. Atendendo a notícias de que sua irmã a deusa Ereshkigal, Rainha do Mundo Inferior, estava em sofrimento e dor, ela decidiu ir visitá-la. Inanna, erroneamente, assumiu que ela poderia descer facilmente. Ela descobriria, no entanto, que o poder e autoridade que ela possuía no mundo superior não tinha qualquer influência sobre como ela seria tratada no mundo inferior.

Inanna bateu imperiosamente no portão do submundo exigindo que a porta lhe fosse aberta. O porteiro-guardião perguntou-lhe quem era e lhe disse que para que sua passagem por ali fosse possível, havia um preço a pagar. Ela descobriria que não havia somente um portão, mas sete. E a cada um, o porteiro-guardião lhe dizia que ela deveria se despir de algo que estivesse usando a fim de que sua passagem pudesse ser admitida. A cada vez, indignada, chocada ante o fato de que pudesse ser assim, Inanna respondia com as palavras: “O que é isto?” E a cada vez lhe era dito: “Quieta, Inanna, os caminhos do mundo inferior são perfeitos. Eles não devem ser questionados." Seu magnifíco cocar, a coroa que designava sua autoridade, foi removida no primeiro portal. O colar lápis lázuli foi-lhe retirado do pescoço no segundo portal, a dupla corrente de ricas contas caindo-lhe sobre o peito foi-lhe removida no terceiro portal. Ela foi despida de sua armadura no quarto portal, de seu bracelete de ouro, no quinto portal. O cetro e o bastão foram-lhe retirados no sexto portal. E no sétimo, ela foi despida de suas vestes reais. Nua e curvada sobre si, ela adentrou os salões do mundo inferior.

Uma vez após outra, a cada portal, os símbolos de poder, prestígio, riqueza e ofício  foram-lhe retirados. Uma vez após outra, a cada portal, a retirada de alguma coisa a mais que a cobria era não esperada. Uma vez após outra, ela diria: “O que é isto?” e obtinha como resposta: “Quieta, Inanna, os caminhos do mundo inferior são perfeitos. Eles não devem ser questionados.”

(continua...)

XELODA E BABOSA (ALOE VERA)





XELODA E BABOSA - UMA ÚLTIMA PALAVRINHA

Embora não esteja mais usando esse medicamento, gostaria de compartilhar aqui uma descoberta que fiz para combater os efeitos colaterais nos pés no uso do Xeloda. Descobri que massagear os pés com seiva da babosa várias vezes ao dia alivia em muito os desagradáveis efeitos na sola dos pés. Fica aqui o recadinho, esperando que façam bom uso. Usei,  tanto o gel da babosa arborens, quanto a barbadensis. Batia no liquidificador e guardava na geladeira. Em outros momentos, tirei a seiva da folha na hora e passei direto nos pés. Mas sempre guardando a folha bem acondicionada em filme plástico na geladeira. Depois que a pele absorvia o gel, eu usava o creme hidratante de uréia para intensificar os efeitos. O resultado foi muito bom! Aconselho a quem precisar, fazer a experiência com votos de muito sucesso!



quinta-feira, 10 de abril de 2014



Acho que tudo o que precisamos REALMENTE fazer é 

REALÇAR TODA A NOSSA BELEZA

Segue o conselho do artista!

GILBERTO GIL - REALCE


Não se incomode
O que a gente pode, pode
O que a gente não pode, explodirá
A força é bruta
E a fonte da força é neutra
E de repente a gente poderá

Realce, realce
Quanto mais purpurina, melhor
Realce, realce
Com a cor do veludo
Com amor, com tudo
De real teor de beleza
Realce, realce, realce, realce

Não se impaciente
O que a gente sente, sente
Ainda que não se tente, afetará
O afeto é fogo
E o modo do fogo é quente
E de repente a gente queimará

Realce, realce
Quanto mais parafina, melhor
Realce, realce
Com a cor do veludo
Com amor, com tudo
De Real teor de beleza
Realce, realce, realce, realce

Não desespere
Quando a vida fere, fere
E nenhum mágico interferirá
Se a vida fere
Como a sensação do brilho
De repente a gente brilhará

Realce, realce
Quanto mais serpentina, melhor
Realce, realce
Com a cor do veludo
Com amor, com tudo
De real teor de beleza
Realce, realce, realce, realce...